The Gay Divorcee


(The Gay Divorcee, 1934, 107 min)

Mais um título para a nossa sessão “Clássicos” e, mais uma vez, da perfeita dupla que tem a marca de 10 filmes juntos. Dessa vez, Ginger e Fred vivem os personagens de Mimi Glossop e Guy Holden. Mimi é uma jovem esposa não contente com seu casamento, e pretende se separar de seu marido. Com esse intuito ela recebe a ajuda de sua tia Hortence (Alice Brady), que a visita em Londres e diz conhecer a pessoa ideal para cuidar do caso.
Do outro lado de Londres estão Guy Holden e Egbert Fitzgerald (Edward Everett Horton), recém-chegados a Londres onde Egbert cuidará dos negócios do pai, um escritório de advocacia, por uns tempos.
Tudo muito bom, tudo muito bem, não fosse Guy conhecer Mimi num desastrado incidente na estação, e essao ter repudiado desde então. Pior ainda foi tia Hortence contratar os serviços de Egbert para resolver o caso de Mimi: eles contratariam um profissional para simular que Mimi tría o marido e conseguir o divórcio. Isso tudo se daria num hotel luxuoso nas proximidades.
Como não poderia ser diferente, ao menos em se tratando de um filme da dupla Rogers-Astaire, muitos desencontros acontecerão até que os pombinhos possam, finalmente, ficar juntos no final.
Indicado a 3 Oscar, vencendo o primeiro prêmio por “Melhor Música”, com a canção de 22 minutos chamada “The Continental”, o filme é um dos primeiros da dupla, e um bem divertido, por sinal.

Mais uma indicação do Excelente Filmes para toda a família. Bom espetáculo a todos.

Título: A Alegre Divorciada
Original: The Gay Divorcee
País: EUA
Elenco Principal: Fred Astaire, Ginger Rogers, Edward Everett Horton, Erik Rhodes, Alice Brady
Companhia: RKO Radio Pictures
IMDBhttp://www.imdb.com/title/tt0025164/

Not the Messiah: He’s a Very Naughty Boy


(Not the Messiah: He’s a Very Naughty Boy, 2009, 92 min)

Sim, amigos, eles voltaram. Bem, não todos eles, afinal John Cleese, por questão de outros compromissos, não pôde comparecer ao sensacional “Not The Messiah (He is a very naughty boy)” do grupo Monty Python.
Dessa vez, Eric Idle organizou uma peça para comemorar o Jubileu de Rubi (40 anos) do grupo, e resolveu atacar algo com o qual tinham mexido pouco até então: a música clássica. Essa peça é formada, salvo engano, por 120 coristas, 240 músicos da Orquestra Sinfônica da BBC regida por John Du Prez, um tenor, um baixo-barítono, uma soprano e uma mezzo-soprano, além de Eric Idle e participações de Carol Cleveland, Michael Palin, Terry Jones e Terry Gilliam. E como tema, nada mais, nada menos que a história de Brian (A Vida de Brian, filme de maior sucesso do grupo, produzido em 1979), com uma abordagem inédita e hilária, com variações da Lumberjack Song (além da original), Nudge-nudge, Biggus Dickus, César, Mandy, Reg, Judith, e muitas piadas velhas que ainda nos matam de rir.
Disponível em DVD e Blu-Ray, essa obra prima desse grupo a quem o humor tanto deve não pode passar batida pelo Brasil. Mais uma vez, para quem ainda não sabe, os Pythons ainda hoje influenciam grande parte dos humoristas mundo afora, Brasil incluso, e sua série televisiva, o “Flying Circus” foi e é sucesso mundial. Tenho a coleção toda (filmes e série) além de outras produções mais chatas de se encontrar, e, de certo, vale MUITO a pena.
ExcelenteFilmes aprova, recomenda e assina embaixo.

Até breve com mais uma indicação.

Título: Not the Messiah: He’s a Very Naughty Boy
Original: Monty Python: Não é o Messias (é um rapaz muito mal comportado)
País: Reino Unido
Elenco Principal: Eric Idle, Shannon Mercer, Rosalind Plowright, William Ferguson, Christopher Purves e participações de Carol Cleveland, Michael Palin, Terry Jones e Terry Gilliam
Companhia: Sony Pictures
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1616543/

1984


(Nineteen Eighty-Four, 1984, 113 min)
Imagine-se numa sociedade em que se vive para o trabalho e trabalha-se para viver. Imagine ainda que tudo o que você sabe sobre o resto do mundo é o que te dizem na televisão e que, no geral, o mundo está em guerra. Agora suponha que essa mesma mídia que traz informação à massa controla a informação a seu bel prazer, fazendo com que as pessoas ajam e pensem como ela quer. E aí? Conseguiu identificar alguma similaridade entre a trama e a sua vida cotidiana? Não é pra menos. Essa película baseada na obra (de mesmo nome) de George Orwell é, se tanto, uma intensificação do que acontece há muito tempo em nossa sociedade. Está mais, pra falar a verdade, pra uma grande verdade acerca do que não nos é dito a respeito de nosso mundo e nosso modo de pensar. É um belo de um tapa na cara, sejamos francos, de uma sociedade cega e preguiçosa. Preguiça essa, não de trabalhar, trabalhar é fácil, geralmente requer pouca habilidade ou, se a requer, não é nada que não se domine em pouquíssimo tempo. Preguiça de pensar, isso sim. Pensar é difícil e, “por increça que parível”, às vezes dói. Não uma dor física, claro, mas dói na consciência e no ego quando descobrimos, após poucas observações e um simples raciocínio lógico, que fomos enganados a vida toda. Pior ainda: nos deixamos enganar.

“Fala logo do filme”, vocês devem estar pensando. Mas acreditem em mim quando eu digo que, por excepcional e contundente que essa obra possa ser (e é), ela não apresenta absolutamente NADA que você, leitor, já não devesse saber. É, ainda assim, digna de seu tempo assistindo-a. Convenhamos, são meros 113 minutos, menos de duas horas, para que você possa refletir sobre o que tem tornado a vida da humanidade menos feliz do que é possível, e você descobrirá de onde vem a idéia do famoso programa “Big Brother”, bem como verão como não estamos longe de algo citado na obra: Pensamento-criminoso (thoughtcrime, no original).
Farei aqui um parêntese (ou devo dizer aspas?!) e darei a dica que me foi dada: “leiam o livro também”. Eu mesmo não o li ainda, mas está na minha
enorme
lista “a ler”. Há muito mais explicações, é o que fontes confiáveis me asseguraram, e torna a estória imensamente mais sensata, muito embora o filme já o seja, apesar dos pesares.
Até agora eu sequer mencionei personagens, heróis, vilões e afins mas, acreditem, foi proposital. E também não tenho intenções de fazê-lo, e deixarei a encargo de vossa curiosidade a busca por esse indispensável título para sua videoteca encefálica.

Título: 1984
Original: Nineteen Eighty-Four
País: Reino Unido
Elenco Principal: John Hurt, Richard Burton, Suzanna Hamilton.
Companhia: Umbrella-Rosenblum Films Production
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0087803/

Os Imperdoáveis


(Unforgiven, 1992, 131 min)

Olá amigos do Excelente Filmes. Desde bem antes de começar a me interessar por filmes, se fazem filmes sobre os bravos cavaleiros que se aventuravam pelo oeste dos Estados Unidos para domar o território e lá estabelecer uma parte da nação. Tais cavaleiros normalmente tinham que lidar com problemas do local, na grande maioria das vezes índios e quase sempre maus, ou algum vizinho branco. Em geral, os personagens centrais da história sempre eram pessoas boas, mesmo com um passado não tão bom, e essa era a essência dos filmes western ou “faroeste”. O que toda essa pré-definição de western tem a ver com “Os imperdoáveis”? Acredito que nada.

A história se passa no ano de 1880 em uma cidadezinha chamada Big Whiskey, Wyoming. Em uma noite chuvosa, uma prostituta tem seu rosto mutilado por ter rido do pequeno “instrumento” de seu cliente, porém a justiça não é algo presente na cidadezinha. O xerife local, Little Bill (Gene Hackman) faz um acordo com os culpados pelo ato bárbaro e os mesmos são soltos com a condição de entregarem seis pôneis ao dono do prostíbulo em que a jovem prostituta trabalhava. Buscando a justiça merecida, as outras prostitutas resolvem juntar suas economias para servir de recompensa a quem matar os dois homens responsáveis pela barbárie. Com 1000 dólares em jogo ao primeiro matador, não demora a aparecer em Big Whiskey quem se interesse pelo prêmio.

Essa soma acaba chamando a atenção de Schofield Kid (Jaimz Woolvett) que decide ir buscar um fazendeiro criador de porcos, mas que outrora fora um assasino sanguinário e violento “matando qualquer coisa que atravessasse seu caminho. Esse fazendeiro é William Munny (Clint Eastwood), casado e pai de dois filhos que se mostra relutante no começo, pois seu casamento havia lhe curado das maldades do mundo – porém não eliminado a culpa de suas ações. Finalmente convencido, Munny resolve procurar seu amigo Ned Logan (Morgan Freeman) e os três partem em direção a Big Whiskey.

“Os imperdoáveis” difere dos outros westerns americanos, basicamente, pela natureza dos personagens que permeam a história. O “mocinho” possui um passado de crimes terríveis, que apenas a lembrança o faz corroer-se por dentro. As mulheres, aqui representadas pelas prostitutas, não são passivas a tudo que ocorre ao redor delas e isso não quer dizer que são pessoas puras. O xerife em certo momento diz: “não gosto de assassinos nem homens de baixo caráter”, porém ele é o menos qualificado para fazer tal afirmação. Tudo isso ajuda a construir o clima denso que a obra possui.

Desde sempre, os westerns sempre possuiram sua legião de adoradores. No começo, o astro era John Wayne. Nas décadas de 60 e 70, porém, a pessoa associada aos filmes de faroeste era Clint Eastwood, que se inspirou muito em filmes de bang-bang italiano, e o público adorava. Infelizmente, o gênero não sobreviveu à era pós Guerra nas Estrelas, e as pistolas foram trocadas por sabres de luz. Vejo os westerns hoje em dia caminhando de mãos dadas com os musicais: um dia adorados pelo público e crítica, no outro esquecidos e esnobados. Os verdadeiros fãs, porém, jamais os esquecerão.

Título: OS Imperdoáveis
Original: Unforgiven
País: EUA
Elenco Principal: Clint Eastwod, Gene Hackman, Morgan Freeman, Ricahrd Harris e Jaimz Woolvett
Companhia: Malpaso PRoductions
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0105695/

Um Dia de Fúria


(Falling Down, 1993, 113 min)

Saudações seguidores do Excelente Filmes. Seguindo a onda “cinema-em-casa/sessão-da-tarde” do Douglas e apresentar um filme que, sinceramente, achei que já fizesse parte da nossa lista. Venho falar de Um dia de Fúria.

A história toda do filme se passa em apenas um dia… e que dia. Imaginem o trânsito caótico de SP em uma sexta-feira quando tem aquelas chuvas bacanas e tudo pára ou ainda aquelas cenas de engarrafamento na descida pra a praia em um feriado prolongado ou fim de ano. Pois bem, é em um desses engarrafamentos, porém em uma das áreas mais congestionadas de Los Angeles que o executivo William Foster (Michael Douglas) tem uma espécie de colapso nervoso devido ao calor e ao estresse e abandona seu carro na pista mesmo, levando consigo apenas sua maleta e dizendo que está simplesmente “indo para casa”, tentando chegar a tempo para passar o aniversário de sua filha ao lado dela e de sua ex-esposa.

Em uma linha paralela na história, o detetive Prendergast da Polícia de Los Angeles (Robert Duvall), em seu último dia antes da aposentadoria, está a caminho do trabalho quando se depara com o carro abandonado de Foster e ajuda a tirá-lo do caminho, mal sabendo que aquilo seria o começo de uma grande caçada.

Para ajudar a piorar ainda mais a situação, quando Foster tenta ligar para sua ex-esposa mas fica sem moedas e ele vai até uma loja de conveniência de um coreano e até tenta seguir a política de “sem compra, sem troco” ao tentar comprar uma coca-cola. Ao ser informado do preço absurdo ele se irrita mais ainda e começa a esbravejar contra os estrangeiros que se mudam para os EUA e cobram preços absurdos… logo em seguida começa a brigar com o dono da loja e, com um bastão de baseball do coreano, começa a destruir a loja. Eventualmente ele se acalma um pouco e, antes de sair da loja, paga um “preço razoável” pela bebida.

Sua jornada até sua casa é um desabafo cruel, cínico e violento, uma catarse urbana que chega a ser engraçada de tão absurda. A única pessoa que parece compreender isso é o detetive Prendergast, que vê seu último dia em serviço antes de se aposentar virar de pernas para o ar devido à peregrinação cada vez mais perigosa do executivo pelos bairros pobres e ricos da cidade.

Apesar de soar oportunista e forçado em determinadas passagens, Um Dia de Fúria é um exercício interessantíssimo sobre uma realidade que muitas vezes se torna caótica para quem nela se vê irremediavelmente preso. É preciso acompanhar a história para perceber que William Foster não é simplesmente um lunático descontrolado… sua vida familiar é deveras problemática e há, também, a revolta contra um sistema que muitas vezes desfavorece seus cidadãos nativos em prol de outrem. Alguma semelhança com o mundo corporativo, com a realidade dos subúrbios, com as sinucas da vida pelas quais muita gente já teve que passar? Não é à toa que a identificação com o personagem principal é garantida. Mas não se enganem, a esperteza do roteiro está em dar as cartas ao espectador para que ele faça seu próprio julgamento a respeito da legitimidade de sua revolta.

Divirtam-se e vejam como terminará esse dia de fúria.

Título: Um Dia de Fúria
Original: Falling Down
País: EUA
Elenco Principal: Michael Douglas e Robert Duvall
Companhia: Alcor Films
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0106856/

Eu Sou A Lenda


I Am Legend, 2008, 101 min)

Saudações, lendários leitores. Trago a vocês mais um filme para sua sessão “cinema-em-casa” e, dessa vez, um apocalíptico. Eu Sou A Lenda, conta a estória do cientista Robert Neville (Will Smith), único humano sobrevivente em Nova Iorque após uma contaminação em massa, consequência do ataque de um vírus que mat
ou grande parte da população e transformou todos os habitantes locais restantes (e aparentemente todo o mundo) em monstros.
Inexplicavelmente imune ao vírus, o protagonista passa dias ao lado de seu fiel pastor alemão caçando, passeando, desenvolvendo pesquisas à procura da cura para os que foram transformados em monstros canibais irracionais e, para experimentá-las, captura muitos destes ex-humanos que, apesar de irracionais, ainda vivem em bandos.
Muito embora Robert Neviile possa se dar ao luxo de caçar antílopes utilizando um Mustang ou qualquer outro carro que encontre pela rua, passar os dias sem companhia humana é um fardo que poucos suportariam, e ele faz o possível para lidar com humor com toda essa situação, e cria até mesmo um cotidiano para si. Uma de suas tarefas diárias é transmitir uma mensagem em todas as frequências AM e FM de rádio, dizendo que ele pode oferecer
abrigo, proteção, comida, dentre outros, e que quem quer que esteja ouvindo essa transmissão pode encontrá-lo todos os dias a um determinado horário no porto de Nova Iorque. Passam-se anos, no entanto, e ninguém aparece.
Não bastasse a situação miserável em que se encontra, ele vê seu chão ruir quando sua última companhia, se cão pastor, morre em seus braços, vítima de um ataque inesperado dos ex-humanos.
Mas nem só de M*** vive o homem (lol), e muito menos Hollywood, então algo acontece para melhorar a vida do perseverante cientista, a que dará rumo ao final da estória.
Com uma abordagem bem diferente dos outros filmes apocalípticos que já assisti, essa obra toca mais contundentemente em pontos como a loucura causada pela solidão e o desespero na procura por companhia e afeto humanos. Vale a pena conferir e sempre excelente e forte atuação de Will Smith em uma ficção dramática e muito emocionante.
Até a próxima sessão.

Título: Eu Sou A Lenda
Original: I Am Legend
País: EUA
Elenco Principal: Will Smith, Alice Braga, Charlie Tahan.
Companhia: Warner Bros. Pictures
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0480249/

Cães de Aluguel


(Reservoir Dogs, 1992, 99 min)

ALOHA, queridos, sanguinolentos e incrivelmente pacientes leitores. Estou de volta após meses de inatividade, e com um tí
tulo que não pode faltar no acervo cinematográfico de vossas caixolas: Cães de Aluguel.
Essa obra de Quentin Tarantino precede e faz muitas referências a Pulp Fiction (do qual iremos falar em breve, muito embora acredite que a maioria dos que lêem a este Blog já o conheçam) e apresenta muitas das características do irmão mais famoso: não-linearidade temporal, diálogos expressivos, personagens bem definidos, sanguem dentre outros.
A trama gira em torno de um assalto planejado pelo criminoso Joe Cabot (Lawrence Tierney
). Para o dito assalto ele contrata 6 homens de confiança dele, mas que não conhecem uns aos outros. Para diminuir os riscos da operação os 6 são instruídos a não revelar seus nomes uns aos outros, e são conhecidos como Mr. Blue (Edward Bunker), Mr. Brown (Quentin Tarant
ino), Mr. Orange (Tim Roth), Mr. White (Harvey Keitel), Mr. Blonde (Michael Madsen) e Mr. Pink (Steve Buscemi).

O problema é que o plano dá errado, e os integrantes da equipe pass
am a crer que há u
m traidor entre eles. Dentro de um galpão e sem saber ao certo qual é a situação do lado de fora,
os seis terão de encarar uns aos outros e descobrir quem é o delator.
A película é bem curta, com apenas 99 minutos, mas Quentin faz de cada momento uma eternidade, apresentando cenas fortíssimas sem necessariamente “mostrar” violência. Essa abordagem, usada por poucos e da qual Tarantino é mestre, faz com que o filme possa ser assistido por publicos mais jovens. O que pode incomodar a alguns (jamais a mim) é o vocabulário das personagens, apresentando muitos palavrões (como em qualquer filme Tarantinesco).
Recomendado pelo Excelente Filmes, Cães de Aluguel é um filme de ação dos melhores já feitos, com nota 8.4 no IMDB, e que te prenderá na frente da tela por bons 99 minutos.
Assistam e digam o que acharam. Abraços e até a próxima sessão.

Título: Cães de Aluguel

Original: Reservoir Dogs
País: EUA
Elenco Principal: Lawrence Tierney, Edward Bunker, Quentin Tarantino, Tim Roth, Harvey Keitel, Michael Madsen e Steve Buscemi.
Companhia: Live Entertainment