Sombras da Noite


(Dark Shadows, 2012, 113 min)

Ok, assisti ao filme Sombras da Noite, o qual eu ansiava há algum tempo por assistir. Os trailers me empolgaram bastante, e a parceria Burton / Depp costuma me agradar, salvo algumas excessões. Pois eis que este título entra na minha lista de excessões.

SOMBRAS DA NOITE

Fiquei bastante desapontado ao constatar que o que o filme tinha de bom estava nos trailers, e que o restante ficou muito aquém do padrão de qualidade de Tim Burton. Johnny Depp, creio, não pode levar culpa nessa: interpretou muito bem o que lhe foi dado. O pecado está na trama e na falta de timing (ao meu ver) das passagens mais humoradas.

O protagonista (Barnabás) é até cativante, mas o que parece é haver uma tentativa desesperada de enfiar drama e comédia dentro das quase duas horas de filme, e todo o filme acaba comprometido. Personagens secundários demais (muitos dispensáveis) e sem qualquer profundidade, estórias paralelas sem a mínima importância, fatos mal explicados, dentre outros, tornam o filme um blockbuster de qualidade média/baixa. Houve momentos em que lutei contra a vontade de usar o fast-forward, o que é lamentável.

 

Título: Sombras da Noite
Original: Dark Shadows
País: EUA
Elenco Principal: Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Eva Green.
Diretor: Tim Burton
Companhia: Warner Bros.
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1077368/

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X-Men: Primeira Classe


(X-Men: First Class, 2011, 132 min)


Boas a todos.

Acabo de assistir ao filme “X-Men: First Class” e venho reportar a vocês minhas impressões acerca do título.
Para começar devo dizer que achei um dos melhores da série, pareando com Origins: Wolverine. Não que eu ache o filme uma maravilha cinematográfica, jé que tendo a colocar filmes adaptados de HQ em geral numa categoria a parte, servindo tão somente para o entretenimento puro e simples. Nada de dramas ou tramas muito complexos, ou reviravoltas inesperadas. Tendo isso em mente, vamos ao filme propriamente dito.
Como qualquer um que tenha acompanhado a saga X-Men nas telas atéagora já deve saber, a estória trata das origens da dicotomia Xavier/Magneto, bem como de um pouco da vida e infortúnios de cada um deles enquanto jovem. O expectador entenderá um pouco mais sobre a piqué da Mística (Raven) e dos dramas do Professor Hank McCoy (Fera), além de ser apresentado a personagens como Riptide, Azazel, Angel Salvadore, Moira MacTaggert, dentre outros.
O início do filme se passa no ano de 1944, fim da Segunda Guerra Mundial, com o joven judeu Erik Lehnsherr (futuramente Magneto) nas mãos dos nazistas enquanto tenta salvar sua mãe. Não muito longe, na Inglaterra, o garoto Charles Xavier conhece Mística em um encontro inusitado, e acabam por viverem juntos como irmãos. Anos mais tarde, a tese de mestrado de Xavier sobre mutações no gene humano podem dar saltos, gerando pessoas com capacidade fantásticas, chama a atenção do governo estadunidense, que se encontra em conflito com a Rússia e estão prestes a iniciar a Terceira Guerra Mundial. Xavier se alia à Coalizão norte-americana, se revelando, ele próprio, um mutante, e promete ajudar na localização de mutantes que estão interferindo nos acordos de paz entre EUA e URSS. No processo acaba conhecendo Erik, mutante com poderes sobre o eletromagnetismo, que busca vingança contra o nazista que lhe prejudicou terrivelmente no passado. Eles formam uma aliança e passam a recrutar outros mutantes para que possam se ajudar, no processo, ajudar a estabelecer a paz mundial.
Como eu disse, é um bom filme. Mantém o expectador no sofá e, vez ou outra, rende umas risadas (como na cena em que encontram Wolverine, felizmente ainda interpretado por Hugh Jackman). Valeu os R$19,90 pagos no DVD (que não tem nenhum extra e disponibiliza apenas algumas pobres opções de áudio e legenda, diga-se), considerando-se que é um filme recente. Deve cair logo pros R$16,90, se preferirem esperar.

Título: X-Men: Primeira Classe
Original: X-Men: First Class
País: EUA
Elenco Principal: James McAvoy, Michael Fassbender, Kevin Bacon, Rose Byrne, Jennifer Lawrence.
Companhia: Bad Hat Harry Productions, Donners’ Company, Marv Films, Marvel Enterprises, Marvel Studios, Twentieth Century Fox Film Corporation
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1270798/

1984


(Nineteen Eighty-Four, 1984, 113 min)
Imagine-se numa sociedade em que se vive para o trabalho e trabalha-se para viver. Imagine ainda que tudo o que você sabe sobre o resto do mundo é o que te dizem na televisão e que, no geral, o mundo está em guerra. Agora suponha que essa mesma mídia que traz informação à massa controla a informação a seu bel prazer, fazendo com que as pessoas ajam e pensem como ela quer. E aí? Conseguiu identificar alguma similaridade entre a trama e a sua vida cotidiana? Não é pra menos. Essa película baseada na obra (de mesmo nome) de George Orwell é, se tanto, uma intensificação do que acontece há muito tempo em nossa sociedade. Está mais, pra falar a verdade, pra uma grande verdade acerca do que não nos é dito a respeito de nosso mundo e nosso modo de pensar. É um belo de um tapa na cara, sejamos francos, de uma sociedade cega e preguiçosa. Preguiça essa, não de trabalhar, trabalhar é fácil, geralmente requer pouca habilidade ou, se a requer, não é nada que não se domine em pouquíssimo tempo. Preguiça de pensar, isso sim. Pensar é difícil e, “por increça que parível”, às vezes dói. Não uma dor física, claro, mas dói na consciência e no ego quando descobrimos, após poucas observações e um simples raciocínio lógico, que fomos enganados a vida toda. Pior ainda: nos deixamos enganar.

“Fala logo do filme”, vocês devem estar pensando. Mas acreditem em mim quando eu digo que, por excepcional e contundente que essa obra possa ser (e é), ela não apresenta absolutamente NADA que você, leitor, já não devesse saber. É, ainda assim, digna de seu tempo assistindo-a. Convenhamos, são meros 113 minutos, menos de duas horas, para que você possa refletir sobre o que tem tornado a vida da humanidade menos feliz do que é possível, e você descobrirá de onde vem a idéia do famoso programa “Big Brother”, bem como verão como não estamos longe de algo citado na obra: Pensamento-criminoso (thoughtcrime, no original).
Farei aqui um parêntese (ou devo dizer aspas?!) e darei a dica que me foi dada: “leiam o livro também”. Eu mesmo não o li ainda, mas está na minha
enorme
lista “a ler”. Há muito mais explicações, é o que fontes confiáveis me asseguraram, e torna a estória imensamente mais sensata, muito embora o filme já o seja, apesar dos pesares.
Até agora eu sequer mencionei personagens, heróis, vilões e afins mas, acreditem, foi proposital. E também não tenho intenções de fazê-lo, e deixarei a encargo de vossa curiosidade a busca por esse indispensável título para sua videoteca encefálica.

Título: 1984
Original: Nineteen Eighty-Four
País: Reino Unido
Elenco Principal: John Hurt, Richard Burton, Suzanna Hamilton.
Companhia: Umbrella-Rosenblum Films Production
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0087803/

Eu Sou A Lenda


I Am Legend, 2008, 101 min)

Saudações, lendários leitores. Trago a vocês mais um filme para sua sessão “cinema-em-casa” e, dessa vez, um apocalíptico. Eu Sou A Lenda, conta a estória do cientista Robert Neville (Will Smith), único humano sobrevivente em Nova Iorque após uma contaminação em massa, consequência do ataque de um vírus que mat
ou grande parte da população e transformou todos os habitantes locais restantes (e aparentemente todo o mundo) em monstros.
Inexplicavelmente imune ao vírus, o protagonista passa dias ao lado de seu fiel pastor alemão caçando, passeando, desenvolvendo pesquisas à procura da cura para os que foram transformados em monstros canibais irracionais e, para experimentá-las, captura muitos destes ex-humanos que, apesar de irracionais, ainda vivem em bandos.
Muito embora Robert Neviile possa se dar ao luxo de caçar antílopes utilizando um Mustang ou qualquer outro carro que encontre pela rua, passar os dias sem companhia humana é um fardo que poucos suportariam, e ele faz o possível para lidar com humor com toda essa situação, e cria até mesmo um cotidiano para si. Uma de suas tarefas diárias é transmitir uma mensagem em todas as frequências AM e FM de rádio, dizendo que ele pode oferecer
abrigo, proteção, comida, dentre outros, e que quem quer que esteja ouvindo essa transmissão pode encontrá-lo todos os dias a um determinado horário no porto de Nova Iorque. Passam-se anos, no entanto, e ninguém aparece.
Não bastasse a situação miserável em que se encontra, ele vê seu chão ruir quando sua última companhia, se cão pastor, morre em seus braços, vítima de um ataque inesperado dos ex-humanos.
Mas nem só de M*** vive o homem (lol), e muito menos Hollywood, então algo acontece para melhorar a vida do perseverante cientista, a que dará rumo ao final da estória.
Com uma abordagem bem diferente dos outros filmes apocalípticos que já assisti, essa obra toca mais contundentemente em pontos como a loucura causada pela solidão e o desespero na procura por companhia e afeto humanos. Vale a pena conferir e sempre excelente e forte atuação de Will Smith em uma ficção dramática e muito emocionante.
Até a próxima sessão.

Título: Eu Sou A Lenda
Original: I Am Legend
País: EUA
Elenco Principal: Will Smith, Alice Braga, Charlie Tahan.
Companhia: Warner Bros. Pictures
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0480249/

Mad Max Além da Cúpula do Trovão


(Mad Max Beyond Thunderdome, 1985, 107 min)

Mais uma vez Mel Gibson estrela a franquia Mad Max, dessa vez com o subtítulo “Além da Cúpula do Trovão”. Max está mais velho, cabelos compridos, já não tem mais seu carro e anda numa carroça puxada por camelos no deserto “mais desértico” que a série já apresentou. E eis que logo no início do filme alguém já pisa no calo do homem: lhe roubam a carroça em pleno deserto sem que ele pudesse fazer algo a respeito. O ladrão é Jedediah the Pilot (Bruce Spence) e seu filho Jedediah Jr. (Adam Cockburn), um pentelho, como poderão notar em suas poucas aparições.
Max sai no encalço do ladrão, e os rastros o levam até uma cidade (se é que se pode chamar assim) chamada Bartertown, a qual é governada por Aunt Entity (Tina Turner. Nas legendas ela é chamada “Tia” ou “Titia”, que é a tradução de “Aunt”). O local é um arremedo de cidade. Mas, após o apocalipse sofrido pelo mundo, é o ápice da urbanização a se encontrar por aí. As transações são feitas na base de trocas, seja do que for: camelos, gente, serviços, objetos, etc.

Chegando no local Max já se mete em outra confusão ao não ter nada com o que barganhar, visto ter sido roubado. Suas explicações não interessam aos locais, então ele recorre à sua especialiadde: violência. Depois do fuzuê aprontado ele acaba por ser levado à presença de Aunt, e esta, após um teste, lhe propõe um acordo no qual ele terá de matar uma pessoa. O alvo é MasterBlaster. E na verdade se trata de duas pessoas: Um sujeito corpulento e marombado (Blaster) que anda com um senhor de tamanho diminuto (um anão) nas costas de nome Master. Master é o cérebro da dupla, e Blaster os músculos. Juntos na usina de metano eles indiretamente governam Bartertown, o que incomoda Aunt ao extremo.
Há muito mais no filme, mas não posso falar sem sacrificar algumas boas surpresas, de forma que fico por aqui mesmo. Esse filme, apesar de melhor produzido e com um Mel Gibson já com mais experiência, nem de longe agradou ao público tanto quanto os dois primeiros da trilogia. Ainda assim é divertido e continua a ser um filme de ação digno de ser assistido.
Excelente Filmes dá o seu “joínha”, mesmo porque, caso contrário, sequer falaríamos dele.
Boa sessão a todos, e até a próxima.

Título: Mad Max Além da Cúpula do Trovão
Original: Mad Max Beyond Thunderdome
País: Austrália
Elenco Principal: Mel Gibson, Tina Turner, Bruce Spence, Adam Cockburn, Frank Thring, Angelo Rossitto, Paul Larsson, Angry Anderson
Companhia: Kennedy Miller Productions
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0089530/

Mad Max 2


(Mad Max 2, 1981, 95 min)

Continuando a saga do Guerreiro das Estradas, Max (Mel Gibson) está de volta e continua fazendo a rapa nas estradas do deserto australiano. Seu aspecto denuncia que ele não vive em lugar algum: roupas rasgadas, sujas, carro detonado indicam que as estradas são seu lar desde a tragédia que acometeu sua família. Mas agora ele tem um companheiro, um cachorro a quem sequer se deu ao trabalho de dar um nome (e, se deu, não o pronuncia em momento algum).
Em sua incessante busca por combustível ele cai numa tocaia preparada por um sujeitinho bem estranho que se entitula Capitão Gyro (Bruce Spence), mas é salvo por seu cachorro. Max toma Gyro como prisioneiro quando este promete saber a localização de um “oásis do combustível” a 40km dali. Seguem, então, guiados por Gyro, até um local no meio do nada, onde desponta uma pequena refinaria. Max monta acampamento e observa dia e noite, analisando o que ocorre.
Uma gangue de motoqueiros aparece todos os dias para importunar as pessoas que trabalham (na verdade vivem) na refinaria, tentando invadí-la sem sucesso.
Num determinado dia, um casal sai da refinaria em um carro e é abordado pelos motoqueiros. Estes estupram e matam a mulher, e deixam o homem (alvejado por flechas) para morrer no deserto. Max vê ali uma oportunidade: resgata o homem e o leva de volta à usina com a condição de que ele seja recompensado com quanto combustível ele (Max) puder carregar. Mas o homem morre tão logo chegam à refinaria, e Max é tomado como prisioneiro, e seu carro é tomado. Logo em seguida os arruaceiros retornam, liderados por um bandoleiro bizarro chamado Humungus, e cercam a refinaria com suas motos, e prometem matar a todos caso não abram mão da refinaria num prazo de 24 horas.
Pappagallo, líder da refinaria, tem intenção de fugir com todos e levando o combustível que se encontra dentro de um enorme tanque de caminhão pipa, mas não tem o caminhão para arrastar o tal tanque. Max, sempre oportunista, promete trazer um veículo capaz de arrastar o tanque, mas em troca quer sua liberdade, seu carro e quanto combustível puder carregar. Pappagallo aceita o trato e Max dá início a uma série de perseguições, as quais imortalizaram a franquia Mad Max.
Mais uma recomendação pra você curtir no conforto do lar. Pipoca, refrigerante e uma bela sequência de chutação de nádegas é receita garantida pra alegrar o dia de qualquer um.
Grande abraço, e até a próxima no Excelente Filmes.

Título: Mad Max 2
Original: Mad Max 2
País: Austrália
Elenco Principal: Mel Gibson, Bruce Spence, Michael Preston, Max Phipps.
Companhia: Kennedy Miller Productions
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0082694/

Mad Max


(Mad Max, 1979, 88 min)

Boas a todos os bravos que acompanham nosso blog. Excelente Filmes retoma hoje o tópico Trilogias, há muito não tratado em nossas páginas.
E voltaremos com uma franquia que há pouco atingiu a terceira idade: Mad Max. Lançada em 1979 essa série conta com os títulos Mad Max, Mad Max 2 e Mad Max: Além da Cúpula do Trovão (ou simplesmente Mad Max 3), todas estrelada por Mel Gibson (no início de sua carreira) e seus famosos trajes pretos de couro, chutando bundas como se não houvesse amanhã.
Comecemos do começo, então, com o que sugere título do presente post.
O cenário é a Austrália de um mundo pós-apocalíptico. O deserto australiano sofre com inúmeros ataques de gangues de motociclistas e a polícia local dedica especial atenção a estes baderneiros. Max Rockatansky (Mel Gibson), um jovem porém competente policial, acidentalmente mata um dos integrantes de uma dessas gangues. Um de seus amigos policiais tem o corpo completamente queimado, além de outros acidentes, e isso começa a preocupá-lo visto que tem uma esposa e um filho. Ao declarar sua intenção de deixar a polícia, no entanto, seu chefe pede a ele que esfrie a cabeça e re-pense o assunto com calma durante suas merecidas férias.
Max sai num passeio com sua esposa Jessie (Joanne Samuel) e seu filho Sprog (ô nomezinho) e se distrai o quanto pode, devotando grande atenção à família, coisa que o ofício não permitia no dia-a-dia.

Mas eis que há um infeliz encontro entre Jessie e a gangue de motoqueiros, e ela os rechaça e foge. Eles a perseguem, e ela conta ao marido o ocorrido. Se escondem o quanto podem, até que a gangue por fim consegue encontrá-la e matar mãe e filho. Esse acontecimento marca a “morte” do pacífico e bondoso Max, e dá espaço ao surgimento de Mad Max. Um homem que fará o que for preciso para vingar a morte de sua família, fazendo justiça como bem entender. É quando, também, ele toma para si o possante carro que em muito marcou o filme: um Interceptor (Ford Falcon XB GT Coupé) preto V8 cujo motor já deveria ser o suficiente pra amedrontar qualquer motoqueiro por aí.
Mad Max conhecido por suas cenas de perseguição que, embora possam causar risos a algumas pessoas hoje em dia, foram muito bem boladas paras os padrões da época. Ainda mais se considerarmos que o orçamento da produção foi de $400.000,00 e as bilheterias renderam cerca de $100.000.000,00, batendo o recorde de lucro/investimento até bem recentemente.
Vale a pena reservar um pedacinho do seu fim de semana para assistir a Mad Max, mesmo porque o primeiro filme é bem curtinho. Assistam e voltem aqui para dizer o que acharam.
Grande abraços a todos, e até a próxima.

Título: Mad Max
Original: Mad Max
País: Austrália
Elenco Principal: Mel Gibson, Joanne Samuel, Hugh Keays-Byrne, Steve Bisley, Tim Burns.
Companhia: Kennedy Miller Productions
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0079501/